sábado, agosto 23, 2008

Lages precisa sonhar














Depois do debate dos prefeituráveis na TV nesta quinta-feira, 21 de agosto, dei cabo do livro "Linha D´água", de Amyr Klink.

Na página 266 tem uma parte da mulher dele, Marina, que estava há 2 meses sem notícias do navegador.

"...
24 DE JANEIRO - UM MÊS DESDE A VÉSPERA DE NATAL

Hoje recebi um convite irrecusável: embarcar no Cisne Branco e acompanhar o tiro de canhão da largada da regata co­memorativa dos 458 anos da cidade de Santos. Foi um dia espe­cial. Ao chegar na Capitania dos Portos lá estava, magnifica­mente atracado, o mais lindo veleiro brasileiro.
...
Ao ingressar no barco foi impossível não ler uma linda fra­se afixada ao pé do mastro, cujos dizeres definem, com sabedoria, a vida daqueles que dedicam a vida ao mar.

Mastro da Grande: "Para se chegar, aonde quer que seja, aprendemos que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso, antes de mais nada, querer".

Mastro da Gata: "Algo superior e poderoso que torna os homens diferentes dos animais e que os faz resistir além de suas forças, alcançar limites acima do possível: a "vontade!"

A maior surpresa foi quando li, ao final, o nome do seu au­tor: Amyr Klink. Não me lembro ter sentido saudade maior até então. O Amyr é um homem especialmente corajoso. Quanta admiração por tudo o que ele sonha - e faz. Um sentimento: tão grande que às vezes parece não caber dentro de mim."

Conhecer a história deste navegador me fez refletir profundamente sobre o que Fernando Agostini quis dizer entre não sonhar, mas ter força. O lema da coligação Lages Forte está equivocada.

Amyr Klink concordaria com Godinho, só existem projetos se sonharmos, e realização somente com vontade.














“A
pior coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa não é quando seu projeto não dá certo, seu plano de ação não funciona ou quando a viagem termina no lugar errado.

O pior é não começar
. Esse é o maior naufrágio.


Amyr Klink -
Mar Sem Fim

segunda-feira, julho 21, 2008

Encontro Nacional da Família Floriani

Cresci achando que a família Floriani era pequena. E muitos acreditam que a história da família interessa somente aos mais velhos, simples relatos de dificuldades que os Italianos passaram ao chegar em Santa Catarina a partir de 1870. Mas na história da família se revelam conquistas e fracassos, repletas de heróis de verdade, dos quais podemos nos orgulhar, uma trajetória rica em lições e razões para amar. Infelizmente, é fato que muitos não sabem quem foi seu bisnono(a), ou pensam que de Floriani tem apenas o nome.

Isto começou a mudar quando inúmeros descendentes trentinos buscaram a cidadania Italiana, devido a corrida atrás de documentos de ancestrais. A facilidade de comunicação proporcionada pela internet também auxilia este reencontro. Existem 6 comunidades da família no Orkut. A partir daí, foi um pulo para ajudar a fazer uma árvore genealógica. E claro, o que não poderia deixar de acontecer, uma animada festa da família.

A contribuição de novas tecnologias para união familiar vai além. Iniciamos a árvore genalógica em fevereiro de 2008, e já somos 1500 pessoas inscritas. A árvore está na internet, e desta forma, o trabalho é distribuído e as informações são socializadas. Sendo um espaço de aproximação, de reencontro da família. Mas ainda não é o bastante, e estamos trabalhando em um site próprio da família.

Agora estamos próximos da Primeira Festa da Família Floriani no Brasil. Que será realizada no dia 20 de julho, no CDL em Lages.

Esperamos o mais importante, materializar o vinculo existente entre diferentes ramos da família. Fortalecê-la significa criar o sentimento de pertencimento a algo maior e mais duradouro. Nós vivemos e a família permanece, e em todos os casos, sempre faremos parte dela. Por isto, não é o resgate do passado, como muitos dizem, é mais do que isto. Pois não estamos salvando um passado perdido, mas reunindo histórias e a partir delas construindo um novo futuro, um futuro comum.

Em tempos em que a violência toma conta dos notíciários, descrédito da política e crise ambiental, a família retoma seu espaço social de amorozidade, respeito e união.

Viva a Família Floriani!

http://www.familiafloriani.org

terça-feira, julho 01, 2008

Solidariedade como política pública


Programas sociais, como o Bolsa Família, mostram em Lages toda sua importância. No entanto, lideranças locais, políticos e seus partidos, ficam inibidos em reconhecer os resultados alcançados e já reconhecidos internacionalmente por este programa do Governo Lula. Os discursos contrários ao Bolsa Família discordam de toda a história de solidariedade de Lages, onde inúmeras instituições e indivíduos organizam refeições coletivas, doação de cestas básicas, campanhas de agasalho, ou ainda oferecendo um ombro amigo à quem precisa. Todas são experiências contraditórias. Há regozijo em receber o alimento, mas a humilhação da fila para recebê-lo. Damos esmolas, adotamos crianças e custeamos despesas de carentes, mas pergunto aos leitores, se estivessem em dificuldades, em que estado de espírito ficariam se precisassem pedir esmolas?

“Uma sociedade razoável não deixa as pessoas entregues a sua própria sorte, pois o direito à alimentação é o primeiro degrau para se alcançar a cidadania e vivenciar outros direitos”, defende o Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O IBASE avaliou o Bolsa Família em todo o país e constatou: nos lares atendidos pelo programa de transferência de renda, o recurso é utilizado, principalmente, pela mulher, na compra de alimentos e remedios. Com aumento acentuado no consumo de cereais, leite, carnes e frutas, nas regiões mais pobres e locais onde a insegurança alimentar é maior.

O Bolsa família é um cimento social por agregar as pessoas em uma socialidade de esperança e desenvolvimento. Ao invés de carne enlatada, leite em pó e feijão “carioca”, compra-se o alimento em nosso comércio, ativando a economia local. Criam-se empregos e gera-se um círculo virtuoso de crescimento. Restaura a dignidade com a liberdade de gastar um pequeno trocado. O Brasil prova ao mundo que é possível ter uma política fiscal séria, que é possível crescer o mercado interno com o mercado externo, que é possível compatibilizar crescimento econômico com distribuição de renda e justiça social. Realiza o sonho de ajudar as pessoas, fazendo da súplica um direito.

segunda-feira, maio 05, 2008

Fluxo Gênico

Isabela Floriani

5 de maio de 2008

3250g, 49 cm, cabelos escuros, olhar atento.


http://www.youtube.com/watch?v=cGlrgYOHN7A

sexta-feira, abril 25, 2008

Não basta proibir o comércio do pinhão

Dia 15 de abril inicia a safra de pinhão segundo a Instrução Normativa No. 20 do IBAMA, que em 1976 proibiu a colheita de pinhão por derrubada de pinhas imaturas, antes do dia 15 de abril.

Esta é data em que tem início o desprendimento das sementes, e pode-se dar a colheita, transporte e comercialização do pinhão, quer para uso em sementeiras, quer para ser usado como alimento. A mesma normativa também proibiu o abate de pinheiros adultos, portadores de pinhas, durante toda a safra, incluindo no manejo florestal, garantias da regeneração natural da floresta, pois desde 1968 já se sabia do fim da araucária. Multas da Polícia Ambiental e do IBAMA chegam a R$ 500 por quilo apreendido, além da perda do produto e o constrangimento público. Este ano o envolvimento do Ministério Público culminou na festa da paçoca de Capão Alto, sem pinhão. O que poderia ser uma celebração à Araucária transforma-se num conflito.

O pinhão ainda verde é ruim de panela e na chapa e, segundo alguns, muito pinhão é roubado antes da época ideal. Comprar pinhão ruim é um despropósito. Mas isto não vale para todo o pinhão produzido, que possui qualidade e provém de pessoas que dependem da floresta. E ainda, do pinhão produzido mais tarde, o que restará para a fauna no inverno? Nascerão apenas as árvores que debulham cedo? Isto faz crer que a legislação atual não resolve. Colher pinhão sem critérios também não.

Pinha consumida por animais silvestres. Painel, 04/2007
É urgente definir uma agenda na qual o pinhão seja preservado e compartilhado, e para isto, algumas questões precisam ser respondidas. Quanto pinhão pode-se retirar sem comprometer o ecossistema? Como o consumidor poderá tomar conhecimento se o pinhão foi produzido sustentavelmente? Que políticas públicas incentivam a conservação e o uso sustentável da Floresta com Araucária?



Diante deste desafio é que o CAV/UDESC e o Instituto Pereté iniciam o Projeto Kayuvá, desenvolvido com apoio do CNPQ, para realizar pesquisas que avaliam a produção sustentável do pinhão e seu consumo consciente. Bem como divulgar informações técnicas para orientar o aumento da produção e aproveitamento para melhorar remuneração do pinhão. Elevando o valor da floresta, e claro, a importância de quem vive da floresta.