segunda-feira, julho 21, 2008

Encontro Nacional da Família Floriani

Cresci achando que a família Floriani era pequena. E muitos acreditam que a história da família interessa somente aos mais velhos, simples relatos de dificuldades que os Italianos passaram ao chegar em Santa Catarina a partir de 1870. Mas na história da família se revelam conquistas e fracassos, repletas de heróis de verdade, dos quais podemos nos orgulhar, uma trajetória rica em lições e razões para amar. Infelizmente, é fato que muitos não sabem quem foi seu bisnono(a), ou pensam que de Floriani tem apenas o nome.

Isto começou a mudar quando inúmeros descendentes trentinos buscaram a cidadania Italiana, devido a corrida atrás de documentos de ancestrais. A facilidade de comunicação proporcionada pela internet também auxilia este reencontro. Existem 6 comunidades da família no Orkut. A partir daí, foi um pulo para ajudar a fazer uma árvore genealógica. E claro, o que não poderia deixar de acontecer, uma animada festa da família.

A contribuição de novas tecnologias para união familiar vai além. Iniciamos a árvore genalógica em fevereiro de 2008, e já somos 1500 pessoas inscritas. A árvore está na internet, e desta forma, o trabalho é distribuído e as informações são socializadas. Sendo um espaço de aproximação, de reencontro da família. Mas ainda não é o bastante, e estamos trabalhando em um site próprio da família.

Agora estamos próximos da Primeira Festa da Família Floriani no Brasil. Que será realizada no dia 20 de julho, no CDL em Lages.

Esperamos o mais importante, materializar o vinculo existente entre diferentes ramos da família. Fortalecê-la significa criar o sentimento de pertencimento a algo maior e mais duradouro. Nós vivemos e a família permanece, e em todos os casos, sempre faremos parte dela. Por isto, não é o resgate do passado, como muitos dizem, é mais do que isto. Pois não estamos salvando um passado perdido, mas reunindo histórias e a partir delas construindo um novo futuro, um futuro comum.

Em tempos em que a violência toma conta dos notíciários, descrédito da política e crise ambiental, a família retoma seu espaço social de amorozidade, respeito e união.

Viva a Família Floriani!

http://www.familiafloriani.org

terça-feira, julho 01, 2008

Solidariedade como política pública


Programas sociais, como o Bolsa Família, mostram em Lages toda sua importância. No entanto, lideranças locais, políticos e seus partidos, ficam inibidos em reconhecer os resultados alcançados e já reconhecidos internacionalmente por este programa do Governo Lula. Os discursos contrários ao Bolsa Família discordam de toda a história de solidariedade de Lages, onde inúmeras instituições e indivíduos organizam refeições coletivas, doação de cestas básicas, campanhas de agasalho, ou ainda oferecendo um ombro amigo à quem precisa. Todas são experiências contraditórias. Há regozijo em receber o alimento, mas a humilhação da fila para recebê-lo. Damos esmolas, adotamos crianças e custeamos despesas de carentes, mas pergunto aos leitores, se estivessem em dificuldades, em que estado de espírito ficariam se precisassem pedir esmolas?

“Uma sociedade razoável não deixa as pessoas entregues a sua própria sorte, pois o direito à alimentação é o primeiro degrau para se alcançar a cidadania e vivenciar outros direitos”, defende o Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O IBASE avaliou o Bolsa Família em todo o país e constatou: nos lares atendidos pelo programa de transferência de renda, o recurso é utilizado, principalmente, pela mulher, na compra de alimentos e remedios. Com aumento acentuado no consumo de cereais, leite, carnes e frutas, nas regiões mais pobres e locais onde a insegurança alimentar é maior.

O Bolsa família é um cimento social por agregar as pessoas em uma socialidade de esperança e desenvolvimento. Ao invés de carne enlatada, leite em pó e feijão “carioca”, compra-se o alimento em nosso comércio, ativando a economia local. Criam-se empregos e gera-se um círculo virtuoso de crescimento. Restaura a dignidade com a liberdade de gastar um pequeno trocado. O Brasil prova ao mundo que é possível ter uma política fiscal séria, que é possível crescer o mercado interno com o mercado externo, que é possível compatibilizar crescimento econômico com distribuição de renda e justiça social. Realiza o sonho de ajudar as pessoas, fazendo da súplica um direito.

segunda-feira, maio 05, 2008

Fluxo Gênico

Isabela Floriani

5 de maio de 2008

3250g, 49 cm, cabelos escuros, olhar atento.


http://www.youtube.com/watch?v=cGlrgYOHN7A

sexta-feira, abril 25, 2008

Não basta proibir o comércio do pinhão

Dia 15 de abril inicia a safra de pinhão segundo a Instrução Normativa No. 20 do IBAMA, que em 1976 proibiu a colheita de pinhão por derrubada de pinhas imaturas, antes do dia 15 de abril.

Esta é data em que tem início o desprendimento das sementes, e pode-se dar a colheita, transporte e comercialização do pinhão, quer para uso em sementeiras, quer para ser usado como alimento. A mesma normativa também proibiu o abate de pinheiros adultos, portadores de pinhas, durante toda a safra, incluindo no manejo florestal, garantias da regeneração natural da floresta, pois desde 1968 já se sabia do fim da araucária. Multas da Polícia Ambiental e do IBAMA chegam a R$ 500 por quilo apreendido, além da perda do produto e o constrangimento público. Este ano o envolvimento do Ministério Público culminou na festa da paçoca de Capão Alto, sem pinhão. O que poderia ser uma celebração à Araucária transforma-se num conflito.

O pinhão ainda verde é ruim de panela e na chapa e, segundo alguns, muito pinhão é roubado antes da época ideal. Comprar pinhão ruim é um despropósito. Mas isto não vale para todo o pinhão produzido, que possui qualidade e provém de pessoas que dependem da floresta. E ainda, do pinhão produzido mais tarde, o que restará para a fauna no inverno? Nascerão apenas as árvores que debulham cedo? Isto faz crer que a legislação atual não resolve. Colher pinhão sem critérios também não.

Pinha consumida por animais silvestres. Painel, 04/2007
É urgente definir uma agenda na qual o pinhão seja preservado e compartilhado, e para isto, algumas questões precisam ser respondidas. Quanto pinhão pode-se retirar sem comprometer o ecossistema? Como o consumidor poderá tomar conhecimento se o pinhão foi produzido sustentavelmente? Que políticas públicas incentivam a conservação e o uso sustentável da Floresta com Araucária?



Diante deste desafio é que o CAV/UDESC e o Instituto Pereté iniciam o Projeto Kayuvá, desenvolvido com apoio do CNPQ, para realizar pesquisas que avaliam a produção sustentável do pinhão e seu consumo consciente. Bem como divulgar informações técnicas para orientar o aumento da produção e aproveitamento para melhorar remuneração do pinhão. Elevando o valor da floresta, e claro, a importância de quem vive da floresta.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Em Defesa da Saúde Pública

Projeto de Lei apresentado pelo deputado federal Fernando Coruja (PPS-SC) aumenta o repasse de recursos da União para os municípios por meio do SUS. A medida beneficia todo o país, mas faz aumentar os gastos do Governo Federal, o que contraditoriamente ao posicionamento do deputado, exige a manutenção da carga tributária, alimentada por impostos como a CPMF.A despesa com saúde é fundamental, e faz parte da política do governo lula ampliar os gastos sociais realizados pelos municípios, tanto é que Lages recebeu em 2006 cerca de R$ 62,5 milhões, dos quais R$ 26,3 milhões para aplicação em Saúde. Em 2007, dos R$ 23,6 milhões já enviados, mais da metade, R$ 13,5 milhões, foram para Saúde. Valor significativo se comparado a todos os gastos necessários para dar qualidade de vida à população - uma vida mais saudável às pessoas - pois depende de um conjunto de ações, envolvendo educação, capacitação, saneamento, gestão ambiental, alimentação e segurança.

Contudo, o gasto em saúde tem crescido na busca da cura de doenças, fortalecendo um circulo formado na distribuição gratuita de remédios, análises e cirurgias que poderiam ser evitadas, tornando problemas de saúde mais complexos e difíceis de resolver; dispersam recursos e tempo. Esta problemática alinha: doentes desinformados e acomodados, interesses comerciais e, lapsos de competência de autoridades e instituições. Associados cada vez mais pela população afetada ao espírito corporativista da classe médica. Este ciclo tem custo crescente e precisa ser rompido, mas esbarra no conformismo (do eleitor) e imobilismo dos políticos da região que não se indispõem com as outras partes, ou desta situação se beneficiam.

Estamos diante de um impasse, os gastos federais devem e podem aumentar, mas como fugir da ineficiência onde se gasta o recurso? Bons prefeitos, secretários e conselhos municipais de saúde, dentre outros cidadãos comprometidos com as necessidades da população, precisam urgentemente orientar nossos deputados e senadores, enriquecendo as propostas de âmbito municipal que efetivamente promovam saúde à população com melhor uso do recurso público.